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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Independentismo denuncia "operaçom de revisionismo histórico" e promove celebraçons


Galizalivre 17-1-12 Redaçom/ As formaçons arredistas criticam o exaltamento de Fraga Iribarne que estám a realizar o PP e o PSOE, da mao da prática totalidade dos meios de comunicaçom, em particular as principais cabeceiras da imprensa galega. Para Causa Galiza, trata-se de umha “manipulaçom histórica massiva” que conta com a “complicidade” de muitos dirigentes nacionalistas e de esquerda, que calam “aquelo que saben miles de galegos e galegas”. Por isso querem lembrar que o morto foi máximo responsável pola repressom política durante o franquismo e a Restauraçom bourbónica, ao passo que assinalam que as suas responsabilidades criminais nom finalizárom com a instauraçom da atual monarquia parlamentar, tendo-se significado desde entom, como dirigente da direita espanhola e como presidente da Junta, na “deconstruçom sistemática e programada da naçom”.

Causa Galiza criticou duramente o envolvimento nesta falsificaçom da história dos partidos PP, PSOE e PCE, “e incluso, por omissom, a direçom do BNG”.

AMI celebra a morte do franquista
A Assembleia da Mocidade Independentista quijo fazer fronte à operaçom opondo-lhe umha celebraçom festiva, tentando assim dissolver a ilusom de um suposto “loito nacional” pola morte de Fraga. Participando e promovendo festejos populares e lançando umha campanha de propaganda na que se insta a brindar com champange, a organizaçom juvenil fijo um repasso público da biografia do franquista, lembrando os seus principais crimes e a sua verdadeira personalidade autoritária e fascista.

Nós-UP lamenta a morte... sem julgamento
A organizaçom política Nós-UP também criticou a posiçom do BNG, a quem acusa de ter reagido de forma “indigna” ao “transmitir condolências ao PP e lamenta publicamente a morte de Fraga, explicitando a sua renúncia a falar do seu significado político”. De resto, manifestam a sua raiva porque o franquista morresse “sem ter sido posto à disposiçom de um tribunal popular”.

Candidatura do Povo critica as honras ao franquista do Concelho de Compostela
Na mesma linha, a candidatura soberanista de Santiago emitiu um comunicado em que rejeita a decisom de Conde Roa de colocar as bandeiras a meia haste, envolvendo-se assim na “operaçom de marcketing” que pretende “legitimar umha personagem com graves responsabilidades num regime que supujo morte, exílio, tortura, prisom e miséria para milhares de galeg@s e umha Longa Noite de Pedra para a naçom”.

BNG nem se soma ao “consenso” nem o saboteia
O Bloco emitiu um breve comunicado de imprensa em que “lamenta a morte de Fraga” e transmite as suas “condolências à família e achegados do expresidente da Junta, bem como ao Partido Popular”. Também aponta à sua “participaçom destacada como ministro da ditadura”, embora prefere nom interferir na campanha de criaçom de um consenso e de falsificaçom da história, porque “nom é hoje o momento mais adequado para fazer um juízo ponderado sobre a sua trajetória”. Na fronte houvo posicionamentos pessoais mais concordantes com a beatificaçom de Fraga, como a de Pérez Lema, e outros de crítica aberta na linha do arredismo, como a do MGS.

Dia de celebraçons populares
Em Compostela estava convocada umha celebraçom popular na praça do Obradoiro: a presença de antidistúrbios espanhóis dissuadiu à gente que ia chegando, e a ameaça da violência policial impossibilitou a festa. Na Corunha está-se a mover com grande sucesso umha convocatória polas rede sociais para um festejo no Obelisco. Na noite de ontem, porém, houvo celebraçons espontáneas polas zonas de bares. Fontes do galizalivre.org sinalam que mesmo em algum estabelecimento se fijo "a melhor caixa do ano". 

Em Ourense houvo também celebraçons, mas mais cativas.

A festa mais badalada foi sem dúvida a de Vigo, com brindes na Revolta e a "Fragasaurus Fest", que sob a legenda "Chegou o teu Sam Martinho porco", começou no bar St Pauli à tardinha, com um concerto dos Falperrys, convocado com anterioridade mas ao que se lhe deu umha focagem "anti-Fraga" nas redes sociais. Ao acabar fijo-se um passa-ruas pola zona nova de Vigo, de umhas duzentas pessoas, até o Torreiro da Festa. Ali tocárom os Daki Darria, que há anos que prometeram fazer um concerto o dia que morresse Fraga, e cumprírom. 

Em Barcelona por volta de umhas 400 pessoas juntárom-se numha manifestaçom espontánea que rematou diante da sede do PP e a Prefeitura da Polícia Nacional espanhola. A celebraçom começou em Canaletes, na Rambla e tivo um cariz lúdico-reivindicativo (Mais informaçom e fotografias na Directa)